A Estação Saint-Lazare (título original em francês: La Gare Saint-Lazare) é um curta-metragem mudo francês de 1896, dirigido e produzido por Georges Méliès e lançado pela Star Film. Registrado sob o número 55 do catálogo Star Film, classifica-se como filme de atualidade e documenta a Gare Saint-Lazare, a maior e mais movimentada estação ferroviária de Paris em 1896. O filme é atualmente considerado perdido.

Descrição O conteúdo do filme não pode ser confirmado em detalhe: nenhuma cópia sobreviveu. Com base no título e na classificação como atualidade, o filme registrava a Gare Saint-Lazare — possivelmente a chegada ou partida de um trem, o movimento de passageiros no interior ou no exterior da estação, ou uma vista panorâmica do edifício e seu entorno. O tema ferroviário era um dos mais filmados no cinema primitivo, desde a célebre L'Arrivée d'un train en gare de La Ciotat dos irmãos Lumière (1896).

Produção

A Gare Saint-Lazare em 1896 A Gare Saint-Lazare era, em 1896, a maior estação ferroviária de Paris em volume de passageiros, servindo as linhas para a Normandia, Cherbourg e o noroeste da França. O edifício havia sido reconstruído e ampliado entre 1886 e 1889, e sua fachada monumental na Rue Saint-Lazare era um dos mais reconhecíveis marcos arquitetônicos da cidade. A estação tinha sido imortalizada por Claude Monet numa série de doze pinturas realizadas em 1877, nas quais o pintor capturou as nuvens de vapor das locomotivas sob as coberturas de vidro e ferro — imagens que já faziam da Saint-Lazare um símbolo da modernidade industrial antes mesmo do advento do cinema. A ligação da estação com a Normandia era particularmente significativa para Méliès: era pela Saint-Lazare que partiam os trens para Trouville, Le Havre e Cherbourg — as localidades onde ele havia filmado durante as férias de julho de 1896, produzindo títulos como Baignade en mer (#40), Effet de mer sur les rochers (#43) e Revue navale à Cherbourg (#47).

O cinema e os trens O tema ferroviário ocupava um lugar central no imaginário do cinema primitivo. A chegada de um trem era uma das imagens mais impactantes para o público de 1896, e vários cineastas produziram variações sobre o tema inaugurado pelos Lumière. Méliès havia realizado anteriormente Arrivée d'un train en gare de Vincennes (número 8 do catálogo Star Film), um remake da L'Arrivée d'un train filmado na estação de Vincennes. La Gare Saint-Lazare insere-se nessa série de registros ferroviários, desta vez na maior estação da capital parisiense na época.

Contexto no catálogo Registrado sob o número 55 do catálogo da Star Film, La Gare Saint-Lazare é precedido por Place de la Concorde (#54) e seguido por Grandes Manœuvres (#56).

Preservação O filme é considerado perdido. Nenhuma cópia ou fragmento foi localizado em arquivos ou coleções conhecidas.

Ver também Georges Méliès Star Film Company Gare Saint-Lazare Claude Monet Filme perdido

Referências

Ligações externas La Gare Saint-Lazare no IMDb