O aneurisma da aorta torácica (AAT) é um aneurisma da aorta que ocorre acima do músculo diafragma. Geralmente, não há sintomas no início. Ocasionalmente podem ocorrer dor no peito, falta de ar, síndrome da veia cava superior ou rouquidão. As complicações podem incluir dissecção da aorta, insuficiência aórtica ou ruptura da aorta. Os fatores de risco incluem pressão arterial elevada, tabagismo, histórico familiar da doença, válvula aórtica bicúspide e doenças do tecido conjuntivo. Cerca de 20% dos afetados têm histórico familiar. Causas menos comuns incluem sífilis, arterite e traumas ortopédicos graves. O diagnóstico costuma ser feito por tomografia computadorizada. O tratamento geralmente envolve o uso de betabloqueadores, enzimas conversoras de angiotensina e estatinas. A cirurgia para substituir a aorta é recomendada quando esta fica maior que 5,0 cm a 6,5 cm. Aqueles que apresentarem complicações podem necessitar de cirurgia imediata. A sobrevida em cinco anos após cirurgia planejada é de 85%, enquanto naqueles que necessitam de cirurgia imediata, é inferior a 40%. O aneurisma da aorta torácica surge em cerca de 1 em cada 10.000 pessoas por ano. Cerca de 0,25% da população mundial está afetada no momento. A doença é mais comum em homens do que em mulheres, e a detecção ocorre mais frequentemente entre os 50 e 60 anos. É menos comum do que o aneurisma da aorta abdominal. A condição foi descrita pela primeira vez na década de 1500 por Andreas Vesalius, e a primeira cirurgia bem-sucedida foi realizada em 1953.
Referências