Atacante francês retratou ex-líder chinês como 'ditador' ao comentar sobre meme

27 out 2026 - 12h59

(atualizado às 13h19)

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Resumo

Kylian Mbappé perdeu patrocínios na China após chamar Mao Tsé-Tung de "ditador chinês" ao citar um meme. A fala gerou forte repúdio no país, levando marcas a romperem contratos, o governo a se manifestar e a TV estatal CCTV a suspender a cobertura da LaLiga. Diante da crise, tanto o atacante do Real Madrid quanto a liga espanhola pediram desculpas públicas ao povo chinês, lamentando o ocorrido e enfatizando o respeito à sua história.

O atacante Kylian Mbappé, do Real Madrid, perdeu o apoio de uma série de marcas chinesas após a repercussão negativa de um vídeo que circulou nas redes sociais, no qual o craque francês aparece falando sobre meme que retrata o falecido líder chinês Mao Tsé-Tung (1893-1976).

Atacante francês retratou ex-líder chinês como 'ditador' ao comentar sobre meme

Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em uma gravação, Mbappé teria afirmado que o meme mais engraçado que já viu sobre si mesmo era um que seu rosto foi inserido no de um "ditador chinês". Torcedores costumam criar memes que sobrepõem a imagem do jogador à de líderes militares e políticos, em uma referência ao poder que o atleta exerce sobre as decisões em campo.

Na China, porém, piadas envolvendo Mao, fundador da República Popular da China e figura reverenciada no país, são consideradas desrespeitosas e permanecem um tabu social.

"Nossa empresa se opõe firmemente a qualquer comportamento que ofenda o sentimento nacional e mantém uma política de tolerância zero em relação a essas condutas. Estamos encerrando todas as colaborações com Kylian Mbappé, com efeito imediato", informou a gigante do setor de bebidas Dongpeng.

A reação negativa ao comentário também atingiu outros patrocinadores chineses, como Mengniu, Eastroc Beverage e Mikground. A controvérsia chegou até mesmo ao governo chinês. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jikun, afirmou que palavras e ações que ofendam o povo chinês "serão rejeitadas por todos os setores da sociedade".

As repercussões do episódio também chegaram ao futebol espanhol. A emissora estatal chinesa CCTV, controlada pelo China Media Group (CMG), suspendeu a cobertura da LaLiga e retirou anúncios e vídeos que apresentavam o atacante do Real Madrid e da seleção francesa.
Diante da repercussão negativa, Mbappé declarou estar "sinceramente arrependido" e pediu desculpas por seus "comentários inadequados" sobre Mao.
"Peço desculpas a todos que se sentiram ofendidos com as minhas palavras. Essa não era, de forma alguma, a minha intenção. Tenho profundo respeito pelo povo chinês e por sua história, e sinto-me sinceramente arrependido", comentou o jogador.
A LaLiga também lamentou as declarações de Mbappé e pediu desculpas ao público chinês. A principal divisão do futebol espanhol ressaltou que os comentários foram feitos em caráter pessoal e não representam a posição da entidade.
"Como parte de nossa responsabilidade institucional, oferecemos nossas desculpas em nome de todos os nossos clubes. O respeito, a convivência e a união entre pessoas de todas as culturas são valores fundamentais do futebol espanhol. Tenho profundo respeito pela China, por suas instituições e por seu povo, e valorizo a confiança que depositaram em nosso futebol ao longo de muitos anos", declarou Javier Tebas, presidente da LaLiga. .
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