É o bicho!

A proteção contra pulgas e carrapatos em pets exige cuidados permanentes ao longo do ano para impedir que os parasitas se multipliquem

Daniel Lima

09/10/2026 02:00

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A proteção contra pulgas e carrapatos em pets exige cuidados permanentes ao longo de todas as estações do ano para impedir que os parasitas se multipliquem nos animais e nos ambientes domésticos. O veterinário João Paulo Lacerda destaca que a prevenção constante é mais eficiente do que tentar combater o problema apenas quando a infestação já está estabelecida na pele do bichinho.
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A escolha dos antiparasitários deve ser individualizada de acordo com a espécie, peso, idade e estilo de vida de cada animal.
Além da aplicação de comprimidos, pipetas ou coleiras, o controle efetivo exige a limpeza frequente dos locais onde os bichos dormem e circulam.
É importante avaliar a rotina do animal, observando se ele vive exclusivamente em casa ou se frequenta parques, áreas rurais e locais com grande circulação de outros bichos.
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A oferta atual no mercado abrange comprimidos orais, soluções de aplicação na pele e coleiras específicas, devendo respeitar a bula e o intervalo de aplicação indicado pelo fabricante. “Dependendo do princípio ativo, eles podem atuar de forma sistêmica, depois de serem absorvidos pelo organismo, ou diretamente na pele e nos pelos”, explica João Paulo.
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O tratamento aplicado apenas no corpo do pet não resolve infestações já ativas, pois grande parte do desenvolvimento dos vetores ocorre no ambiente.
Para interromper o ciclo das pulgas, o tutor precisa combinar a medicação do animal com a aspiração constante de pisos e o hábito de lavar caminhas e cobertores.
“Ovos e formas imaturas podem estar em camas, tapetes, sofás, frestas e outros locais onde o animal permanece”, reforça o especialista.
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Cuidados com os pets
Produtos antiparasitários de cães não devem ser usados em gatos, pois representam grave de morte devido às diferenças metabólicas entre as espécies, em especial pelo perigo de intoxicação. Da mesma forma, o uso de receitas caseiras ou óleos essenciais não tem eficácia comprovada e pode intoxicar os felinos.
Quando identificado, “o carrapato deve ser removido o quanto antes, preferencialmente com uma pinça adequada, fazendo a retirada cuidadosa e evitando esmagá-lo. Não é recomendado colocar álcool, óleo, querosene ou outras substâncias sobre o parasita”, encerra o professor de medicina veterinária do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê).


