Menos de uma semana após ser superado por Tarcísio de Freitas na disputa pelo governo de São Paulo, Fernando Haddad voltou à Avenida Paulista para panfletar em nome de seu mentor e padrinho político, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele acaba de assumir a posição de coordenação de campanha do petista no maior colégio eleitoral do Brasil e tem batido na tecla de que, se acontecer de Flávio Bolsonaro ganhar, ele irá repetir o programa econômico do pai, Jair Bolsonaro.“Eu acho que agora você tem um adversário, você não tem [mais] cinco adversários. Então, você tem que, evidentemente, comparar biografia, comparar plano de governo”, disse ele. “Eu acho que a biografia e o plano de governo é mais do que suficiente pra que as pessoas possam tomar a decisão sobriamente”, afirma o ex-ministro da Fazenda e ex-prefeito de São Paulo.Segundo ele, a equipe do candidato do PL já sinaliza medidas como congelar o salário mínimo e cortar recursos da saúde e da educação. Haddad afirmou que o próprio Flávio declarou, antes do primeiro turno, que seguiria o plano econômico do pai. “A gente precisa relembrar as pessoas do que isso significou para áreas estratégicas do país”, disse, ao citar ciência e tecnologia, educação e o programa Minha Casa, Minha Vida.Para o ex-ministro, o desafio é levar essas informações a quem não acompanha o noticiário de perto. “As pessoas não leem jornal, não é todo mundo que se informa no detalhe”, afirmou. O objetivo, segundo ele, é que o eleitor vá às urnas no dia 25 “consciente do que está escolhendo” e não se frustre depois com o próximo governo.Questionado sobre as críticas à condução e à comunicação da campanha de Lula, Haddad evitou apontar ajustes. Disse que o tema está sendo tratado em Brasília, onde passou dois dias, e contou que conversou com o presidente nesse período. Reforçou que a palavra final cabe a Lula. “A coordenação de uma campanha é uma coisa muito pessoal”, afirmou.O petista lembrou que montou a própria equipe sem interferências. Disse não duvida da experiência do presidente para repetir o processo. “Ele vai saber fazer as mudanças necessárias”, declarou. Sobre a votação recebida por Flávio Bolsonaro no primeiro turno, acima das expectativas monitoras pelas pesquisas eleitorais e das projeções da própria campanha petista, Haddad confessou que não se surpreendeu. Ele lembrou o pleito passado, de 2022, que também teve uma apuração disputada e um resultado apertado. “Com tudo que o Bolsonaro fez [durante o governo dele], ainda assim [a eleição] foi apertada. Por que seria diferente agora?”, questionou.O ex-ministro discorreu sobre o cenário internacional, dizendo que a extrema-direita governa hoje em dia países da América Latina e da Europa, além dos Estados Unidos. Para ele, esse fenômeno não deve desaparecer rapidamente. “Isso não vai passar com o vento, vai passar com trabalho”, afirmou. Para ele, o extremismo “nunca se consolida como um projeto”, mas “tem resiliência”. Haddad comparou o momento à ascensão de movimentos semelhantes há um século, que segundo ele causaram a morte de dezenas de milhões de pessoas, citando as duas guerras mundias que vieram na esteira das mudanças política e da ascensão do extremismo. Por fim, ele disse esperar que a onda atual passe “com o menor dano possível à sociedade”.🗳️Eleições 2026: leia todas as notícias sobre a disputa🤳🏽Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp 📲









