O trio suspeito de aplicar o golpe do falso bilhete premiado no Rio de Janeiro vai responder pelo crime em liberdade. Após a prisão em flagrante, em Copacabana, na zona sul da cidade, o grupo pagou uma fiança e foi liberado, segundo a polícia. A investigação da Polícia Civil identificou a participação de Luiz Antônio Borges Brito, Ivan Teixeira e Elaine Aparecida no caso. Já um quarto integrante da quadrilha não foi localizado. De acordo com a delegada Daniela Terra, uma senhora de 79 anos foi a mais recente vítima. Ela perdeu R$ 60 mil ao ser enganada pela quadrilha especializada em golpes contra idosos.A vítima caminhava pela rua, na Gávea, quando foi abordada. Os golpistas fingiram estar com um bilhete premiado no valor de R$ 10 milhões e alegaram motivos religiosos para venderem a premiação da loteria.“Eles vão para a zona sul e ficam rodando de carro. Quando avistam uma possível vítima, desembarcam e tentam convencê-la a trocar um bilhete falso premiado por conta de questões religiosas. A vítima acaba caindo nesse conto e faz transferências bancárias ou entrega joias”, explicou a delegada. Após a idosa denunciar o crime, a polícia fez um cerco ao carro utilizado pelo grupo. Com apoio das câmeras de monitoramento da Prefeitura do Rio, os investigadores chegaram aos suspeitos. A polícia descobriu que eles saíram de São Paulo para aplicar os golpes na capital fluminense. Os três possuem antecedentes criminais, inclusive em outros estados. Todos foram autuados por associação criminosa. Mas, por cometerem crimes sem grave ameaça ou violência, a delegada alertou que eles não ficam muito tempo presos. “Já estão em liberdade. Infelizmente. Por isso, é preciso rever a nossa legislação. O crime de estelionato é o que mais tem ocorrido atualmente. Não só existem os golpes pela internet, como ainda ocorre esse tipo de golpe [mais antigo]. É preciso ter cuidado com todos os tipos de abordagem”, comentou Daniela Terra. Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp







