Resumo

O governador Tarcísio de Freitas afirmou que sua relação com Milton Leite sempre foi apenas "institucional" e voltada a projetos. A declaração ocorreu após o ex-presidente da Câmara Municipal de SP virar alvo de prisão na Operação Vectura Corrupta, que apura a infiltração do PCC no transporte coletivo paulistano. Questionado sobre apoios anteriores à família do aliado, Tarcísio desconversou e frisou que as investigações se baseiam em fatos, sem qualquer viés político ou partidário.

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira, 17, que sua relação com o ex-vereador Milton Leite (União Brasil) sempre foi "institucional". A declaração foi dada após o aliado se tornar alvo da Operação Vectura Corrupta, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil para apurar a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte coletivo da capital paulista.

"Sempre foi um relacionamento institucional, um relacionamento propositivo, voltado a projetos, e é assim que a gente tem trabalhado. Isso não tem nada a ver com outras questões, que aí são objeto de investigação", disse Tarcísio a jornalistas durante visita às obras do Hospital Regional de Itapetininga, no interior paulista.

O governador foi questionado sobre os elogios que fez a Leite e à família do ex-vereador em 30 de agosto, durante o lançamento das candidaturas dos filhos do aliado, Alexandre Leite e Milton Leite Filho. Na ocasião, Tarcísio destacou o acolhimento que recebeu da família ao chegar a São Paulo.

Na resposta, o governador citou discussões sobre saneamento básico e a chegada do trem a Parelheiros como exemplos de sua interlocução com Leite. Tarcísio não respondeu diretamente se a operação altera seu apoio às candidaturas dos filhos do ex-vereador.

"Da nossa parte, o que houve sempre foi relação institucional", reiterou.

O governador também afirmou que a atuação dos investigadores não se orienta por vínculos partidários. "As operações não enxergam pessoas, não enxergam partidos, não enxergam posicionamentos políticos. Elas enxergam fatos", salientou.

Leite, que presidiu a Câmara Municipal de São Paulo por seis anos, está entre os alvos de prisão temporária da operação. O ex-vereador também é aliado do prefeito Ricardo Nunes (MDB), que mais cedo elogiou a "história" de Leite e afirmou que cabe a ele provar sua inocência.

