A possibilidade de trocar a smart TV por um projetor 4K pode parecer tentadora para quem busca uma tela maior e uma experiência mais próxima à de um cinema em casa. A dúvida é se essa troca faz sentido quando o aparelho é usado em situações comuns do dia a dia, especialmente em uma sala com bastante entrada de luz. Isso porque é justamente nesse cenário que as diferenças começam a aparecer. Enquanto a televisão produz a própria iluminação da imagem, o projetor depende da luz enviada à parede , o que pode tornar a claridade do ambiente um fator determinante para a experiência do usuário. Para descobrir se um projetor 4K consegue realmente assumir o lugar da smart TV, o Canaltech colocou dois aparelhos dessa categoria frente a frente em um ambiente claro. Para ampliar o comparativo e entender como a categoria dos equipamentos interfere na experiência, repetimos o teste também com uma configuração Full HD, tanto na TV quanto no projetor. Como os testes foram feitos? Os aparelhos foram testados em ambientes claros e sob as mesmas condições dentro de cada comparativo. Janelas e outras entradas de luz foram mantidas abertas durante a experiência justamente para avaliar como os projetores se comportariam em uma situação menos favorável . Também evitamos alterações nas configurações de fábrica de imagem e áudio . Ainda que os dispositivos ofereçam diferentes ajustes de brilho, contraste, modos de imagem e som, o objetivo foi observar aquilo que o consumidor encontraria ao ligar os aparelhos e começar a utilizá-los. Vale destacar que os projetores foram usados diretamente na parede, sem uma tela própria para projeção , enquanto o áudio ficou por conta dos alto-falantes integrados de cada dispositivo. Uma tela adequada pode melhorar a experiência com o projetor, então os resultados devem ser considerados dentro dessas condições. Projetor 4K se aproxima da TV em sala clara O primeiro cenário de testes foi com o projetor JMGO N1S Ultimate 4K e a Smart TV LG NanoCell NANO90SNA . São dois produtos de nível mais avançado, ambos com resolução 4K, o que fez com que esse fosse o comparativo em que o projetor mais conseguiu se aproximar da experiência oferecida pelo televisor. Instalação A instalação do JMGO foi bastante rápida e o aparelho ficou posicionado sobre uma mesa. Um dos recursos que mais facilita o uso é o ajuste automático da projeção. Após posicionar o aparelho e apontá-lo para a parede, o projetor consegue redimensionar e enquadrar a imagem sem exigir regulagens manuais . Isso faz diferença principalmente para quem pretende guardar o equipamento quando não estiver usando ou levá-lo de um cômodo para outro. A JMGO também permite movimentar fisicamente a projeção em diferentes ângulos por meio do suporte articulado. O Google TV integrado também deixa a experiência próxima à de uma smart TV tradicional. Ainda assim, quem utiliza dispositivos externos, como TV sticks , pode conectar o acessório e continuar usando a interface à qual já está acostumado. Reprodução em ambiente claro Foi neste cenário que o projetor conseguiu lidar melhor com a iluminação do ambiente. Mesmo com janelas abertas e luzes acesas, a imagem continuou definida o suficiente para assistir aos conteúdos sem grandes dificuldades . Parte desse resultado pode ser explicada pelas próprias especificações do JMGO. Além da resolução 4K, ele utiliza três fontes de laser para formar as cores e alcança 3.300 ISO lúmens , medida usada para indicar a quantidade de luz entregue pelo projetor. Na prática, trata-se de um modelo pensado para entregar uma boa imagem mesmo em ambientes mais claros. Ainda assim, a TV da LG manteve vantagem na qualidade da imagem. Além do painel 4K, o televisor trabalha a 120 Hz e possui controle de iluminação por diferentes áreas da tela, recurso chamado Full Array Local Dimming e que ajuda a preservar melhor o contraste. A projeção ficou um pouco mais clara em comparação direta com a TV, mas o resultado foi especialmente positivo em vídeos do YouTube , inclusive conteúdos com bastante movimento. Mesmo com a interferência da iluminação do ambiente, cores e detalhes permaneceram visíveis e a claridade não chegou a comprometer a experiência . Em séries e filmes, a diferença para a TV ficou um pouco mais perceptível, principalmente em cenas menos iluminadas . Ainda assim, foi possível acompanhar o conteúdo com certa tranquilidade. Áudio O áudio foi outro ponto positivo do equipamento da JMGO. O sistema integrado conseguiu preencher bem o ambiente e trouxe uma sensação de imersão suficiente para assistir aos conteúdos sem a necessidade de uma caixa de som ou soundbar . O projetor possui um sistema de áudio de 20 W , além de suporte à tecnologia Dolby Digital Plus . São especificações que ajudam a explicar por que o som deu conta de preencher um ambiente relativamente amplo. Projetor Full HD sente mais a luz do ambiente O segundo cenário colocou frente a frente o projetor Epson EF-61G e a Smart TV Philips 43PFG6917/78 . Os dois trabalham com resolução Full HD e ajudam a mostrar como a experiência pode mudar quando saímos dos equipamentos 4K mais avançados usados no primeiro comparativo. Neste caso, a diferença entre projetor e televisão apareceu de maneira mais evidente quando o ambiente ficou claro. Instalação Assim como aconteceu com o JMGO, colocar o Epson para funcionar não trouxe grandes dificuldades . O processo básico envolve conectar o projetor à tomada, fazer as primeiras configurações e emparelhar o controle remoto. Também é possível usar o Google TV integrado ao próprio aparelho ou conectar um dispositivo externo. No teste, optamos por um Fire TV Stick com aplicativos e contas já configurados , bastando conectar o acessório à entrada HDMI e selecionar a fonte correspondente pelo controle. A maior facilidade apareceu no posicionamento. Mesmo colocado sobre uma mesa e de maneira lateral em relação à parede, o Epson conseguiu corrigir automaticamente a projeção e deixar a imagem enquadrada sem exigir ajustes manuais. O aparelho também consegue identificar obstáculos na área de projeção , exibindo um aviso para que a interferência seja corrigida e alertando sobre riscos do contato direto da luz do projetor com os olhos. No geral, a experiência mostrou que a necessidade de posicionar e configurar um projetor deixou de ser um grande obstáculo nesse tipo de produto. Pelo menos nos dois modelos testados, colocar o aparelho para funcionar foi tão simples quanto poderia se esperar de uma televisão . Reprodução em ambiente claro A situação mudou quando começamos a avaliar a imagem. O Epson conseguiu reproduzir filmes, vídeos do YouTube e até partidas de futebol em um cômodo com bastante entrada de luz, mas a claridade do ambiente teve um impacto mais evidente do que no cenário 4K. O EF-61G possui resolução Full HD e entrega 700 lúmens de brilho , além de utilizar a tecnologia 3LCD da Epson. Esses números, sozinhos, não determinam a qualidade da imagem, mas ajudam a contextualizar porque a entrada de luz teve impacto maior neste cenário do que no teste com o JMGO, que possui maior capacidade de brilho. Diante disso, a projeção ficou consideravelmente mais clara quando comparada à Smart TV da Philips. O conteúdo continuava visível, mas cores e contraste perdiam força à medida que a iluminação natural entrava pelas portas e janelas. A TV também trabalha em Full HD, mas sua imagem não depende da projeção da luz sobre uma parede , o que ajuda a explicar a vantagem em um ambiente iluminado. Isso não significa que o projetor se torne inutilizável durante o dia. Em cenas mais claras ou conteúdos com boa luminosidade, ainda foi possível assistir sem grandes problemas. A diferença apareceu principalmente na comparação direta com a televisão, que manteve cores e contraste mais definidos . Áudio Se a imagem sentiu mais os efeitos da claridade, o sistema de som foi um dos grandes destaques do Epson EF-61G. O aparelho utiliza um sistema estéreo desenvolvido em parceria com a Bose , integrado ao próprio corpo do projetor. Na prática, o sistema de áudio entregou boa sensação de imersão durante filmes e outros conteúdos . O resultado chamou atenção especialmente porque portas e janelas permaneceram abertas durante parte do teste e, mesmo assim, o áudio conseguiu preencher bem o ambiente. Com o espaço mais fechado, a sensação de imersão ficou ainda mais evidente. Entre os pontos avaliados neste cenário, foi no som que o projetor mais se aproximou da experiência oferecida pela televisão. A Philips também possui suporte a Dolby Atmos , tecnologia voltada à reprodução de áudio mais envolvente. Ainda assim, durante o comparativo, o sistema do Epson se destacou e chegou a proporcionar uma experiência mais imersiva em alguns momentos. Afinal, projetor 4K substitui a smart TV? No cenário 4K, o teste mostrou que um projetor mais avançado já consegue chegar bastante perto da experiência oferecida por uma smart TV mesmo em um ambiente claro. O JMGO manteve boa qualidade de imagem com entrada de luz, além de oferecer instalação simples, acesso a aplicativos e um sistema de áudio capaz de dispensar equipamentos externos em boa parte das situações. Ainda assim, a televisão levou vantagem na imagem . Essa diferença ficou ainda mais evidente no comparativo entre Epson e Philips Full HD, visto que a iluminação teve impacto maior sobre a projeção, mostrando que o desempenho observado com o JMGO não pode ser estendido da mesma forma para qualquer projetor. Por outro lado, um ambiente que permita fechar cortinas, reduzir a iluminação ou assistir aos conteúdos durante a noite favorece bastante o desempenho do projetor . Nessas situações, a interferência da luz externa tende a ser menor e a possibilidade de obter uma imagem muito maior passa a pesar mais na experiência. Vale lembrar ainda que os testes foram feitos diretamente na parede e sem ajustes específicos de imagem. Uma tela própria para projeção e configurações adaptadas ao cômodo podem melhorar o resultado. Por isso, um bom projetor 4K pode assumir o lugar da smart TV em condições favoráveis e entregar uma experiência mais próxima à de cinema. Para quem procura um único aparelho capaz de funcionar bem durante todo o dia, porém, sem precisar controlar tanto a iluminação do ambiente, a smart TV ainda se mostrou a opção mais indicada . E você, pensando em montar um cinema em casa? Saiba como fazer isso com apenas R$ 600 .

Projetor 4K substitui a Smart TV? Testamos a experiência em sala clara
Projetor 4K substitui a Smart TV? Testamos a experiência em sala clara · Imagem: Source: canaltech.com.br
Projetor 4K substitui a Smart TV? Testamos a experiência em sala clara
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Imagem da matéria: Projetor 4K substitui a Smart TV? Testamos a experiência em sala clara · Imagem: Erick Teixeira/Canaltech
Smart TV LG NanoCell NANO90SNA
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Smart TV LG NanoCell NANO90SNA
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JMGO N1S Ultimate 4K
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Smart TV Philips 43PFG6917/78
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