Dinheiro e Negócios

Endereço foi informado como sendo da Tirreno, empresa que gerou papéis podres vendidos ao BRB pelo Master

Gabriella Furquim, Manoela Alcântara
22/09/2026 19:49
Divulgação/PF
Investigadores da Polícia Federal (PF) encontraram um coworking vazio ao cumprirem um mandado judicial em desfavor da Tirreno. A empresa gerou papéis podres vendidos por R$ 12 bilhões ao BRB pelo Master.
No sistema do espaço compartilhado, não havia nenhum registro da empresa. A visita foi documentada pelos investigadores, que cumpriram a missão no dia 18 de novembro de 2025.
“Durante a diligência, apurou-se que a empresa TIRRENO CONSULTORIA PROMOTORIA DE CRÉDITO E PARTICIPAÇÕES S.A. não possui qualquer vínculo com a empresa proprietária do espaço, tampouco figura como cliente, atual ou pretérito, da COWORKING WORK PLACE. Tais informações foram devidamente documentadas por meio de registros fotográficos do ambiente e da listagem de clientes ativos e inativos da empresa, ambos anexados aos autos”, diz o registro.
“O único item de interesse arrecadado foi a lista digitalizada dos clientes ativos da referida empresa, devidamente anexada aos autos”, relatam os investigadores.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
A venda dos papéis da Tirreno do Master para o BRB foi um dos pontos centrais da primeira fase da operação Compliance Zero, já que os investigadores não encontraram justificativas para o BRB ter pago R$ 12 bilhões pelos títulos da empresa, que tinha sido inaugurada dias antes da transação e não tinha sequer um registro de movimentação financeira.


