Mario Sabino

Se não agiria como juiz imparcial em relação a Moraes, Mendonça também não o faria com os já investigados. Outra vez, a árvore envenenada

Mario Sabino
16/09/2026 10:04, atualizado 16/09/2026 10:13
Alejandro Zambrana/STF
O plano é livrar Daniel Vorcaro da cadeia depois de livrar Alexandre de Moraes da investigação pela PF.
Esse plano começou a ser colocado em marcha ontem, na sessão vexaminosa, com a desqualificação de André Mendonça como relator do caso Master. Ele agiria movido por interesses eleitoreiros e, assim, extrapolaria o seu papel de juiz.
O roteiro não é diferente, na essência, daquele seguido para exterminar a Lava Jato. Se não agiria como juiz imparcial em relação a Alexandre de Moraes, o ministro também não o faria com os já investigados.
Estamos assistindo, outra vez, à plantação da teoria dos frutos da árvore envenenada, mas ainda a tempo de mudar o relator do caso Master, de colocá-lo em mãos confiáveis a fim de não ter de resolver o problema só lá na frente.
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Não é pouca vergonha, é vergonha nenhuma, e do lado de quem deveria investigar Daniel Vorcaro, a julgar pelo que dizem os que estão ali à porta da cadeia, a colaboração é grande no sentido de ouvi-lo o menos possível quanto ao que realmente interessa.
O fraudador do Master oscila nos humores, mas sempre retoma a confiança de que todas as confusões terminarão por beneficiá-lo. É a confiança do bom pagador.
Se você acordou com ressaca moral, saiba que vai piorar.
PS: Ontem, Edson Fachin deixou Flávio Dino, suscitante da questão de ordem, pedir vista da própria questão de ordem. Luiz Fux protestou, Dino aplaudiu.

