Presidente do TSE afirmou que não foram registradas ocorrências graves nas urnas nem tentativas de interferência estrangeira no 1º turno

4 out 2026 - 22h34

(atualizado às 22h45)

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- Por: Redação Terra

Kassio Nunes Marques em entrevista coletiva.

Foto: Reprodução/TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo, 4, que o atraso na divulgação dos resultados no primeiro turno das eleições ocorreu em razão de um “congestionamento de dados” no sistema da Justiça Eleitoral. Segundo ele, a equipe de tecnologia da informação identificou um fluxo de informações acima do normal, o que exigiu o isolamento temporário do sistema para reorganizar a transmissão dos dados.

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“A cada eleição, nós somos surpreendidos por alguma intercorrência, o que é natural para quem lida com sistemas tão complexos e variados”, afirmou Nunes Marques durante entrevista coletiva após o encerramento da votação.

Segundo o presidente do TSE, o procedimento adotado faz parte de um protocolo de segurança para identificar a origem de eventuais problemas antes de restabelecer integralmente o fluxo de informações.
Nunes Marques também afirmou que não foram identificadas, até o momento, ocorrências graves relacionadas às urnas eletrônicas durante a votação. Ele disse ainda que não houve alertas de setores do tribunal sobre possíveis tentativas de interferÊncia estrangeira no processo eleitoral.
“Todos vocês aqui são testemunhas de como transcorreu o dia de votação em todo o território nacional. Não tivemos uma intercorrência grave. E não tivemos um alerta dos diversos setores do TSE acerca de interferência estrangeira”, afirmou.
Crimes eleitorais
No balanço apresentado pelo presidente do TSE, foram registrados 907 crimes eleitorais em todo o país. Os casos mais frequentes foram de boca de urna, com 311 ocorrências, e propaganda eleitoral irregular, com 272 registros.
Nunes Marques agradeceu aos eleitores, mesários, colaboradores e órgãos públicos envolvidos na organização do pleito e afirmou que a eleição só se encerra quando a vontade do eleitorado é conhecida e respeitada.
“Vamos trabalhar para termos um segundo turno com a mesma tranquilidade e normalidade desse primeiro turno”, disse.
Abstenção
Outro ponto destacado foi a taxa de abstenção, que chegou a 21,07% no primeiro turno. Nunes Marques reconheceu que o índice continua sendo um desafio para a Justiça Eleitoral, especialmente entre grupos que não são obrigados a votar.
Segundo ele, a abstenção chega a cerca de 50% entre idosos e a aproximadamente 20% entre eleitores de 16 e 17 anos.
“Não é o ideal. A ideia é aperfeiçoar e intensificar todos os meios disponíveis à Justiça Eleitoral para diminuirmos os níveis”, afirmou.
Nunes Marques citou campanhas de conscientização promovidas pelo TSE, inclusive com a participação de influenciadores, e destacou a iniciativa “Seu Voto Importa”, voltada ao incentivo da participação eleitoral.
Redes sociais
Sobre o uso das redes sociais e o risco de instrumentalização da plataforma por agentes estrangeiros, Nunes Marques defendeu o diálogo entre a Justiça Eleitoral e as empresas de tecnologia.
“A receita é a mesma que utilizamos com as empresas de pesquisa: o diálogo”, comentou.
O ministro disse que o TSE estabeleceu regras específicas para as plataformas digitais e destacou a colaboração das empresas como uma etapa necessária para a aplicação das normas.
STF e cenário político
Nunes Marques também foi questionado sobre o impacto, para as instituições, das decisões tomadas pelo Supremo Tribunal Federal (sTF) e pelo próprio TSE durante o processo eleitoral,e especialmente diante do resultado do primeiro turno e da possibilidade de aumento do protagonismo de forças de direita ligadas ao bolsonarismo.
Perguntado se o cenário poderia representar um enfraquecimento das instituições, o presidente do TSE não respondeu.
“Não está entre as nossas atribuições comentar sobre isso”, afirmou.
Fonte: Portal Terra
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