Milena Teixeira

Campanha do presidente Lula pretende incluir no processo do TSE investigação sobre US$ 1 milhão destinado a projeto crítico ao STF

Milena Teixeira

02/10/2026 02:00

Reprodução/Redes Sociais

Integrantes da campanha do presidente Lula planejam levar ao Tribunal Superior Eleitoral informações sobre um suposto financiamento do governo de Donald Trump a uma iniciativa voltada a contestar a atuação do Supremo Tribunal Federal.

O objetivo é incluir o episódio em uma ação que apura possíveis formas de interferência externa nas eleições brasileiras.

A estratégia é sustentar que o repasse de recursos públicos norte-americanos deve ser analisado dentro de um contexto mais amplo de ações estrangeiras com potencial de impacto sobre o processo eleitoral.

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Andrew Harnik/Getty Images
A inclusão do caso acrescentaria à discussão no TSE a origem e a destinação de valores destinados a grupos que, segundo reportagens que deram origem à investigação, defendem uma agenda crítica ao STF.
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A movimentação ocorre após a Advocacia-Geral da União (AGU) acionar a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) para pedir a investigação de um possível repasse de recursos do governo dos Estados Unidos a organizações e projetos no Brasil.
A notícia-crime foi apresentada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, nesta quinta-feira (1º/10), a três dias do primeiro turno.
O pedido tem como base uma reportagem do jornal britânico The Guardian, segundo a qual US$ 1 milhão de um fundo do governo dos EUA destinado a ações de direitos humanos e democracia foi direcionado ao programa “Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil”. De acordo com a publicação, a iniciativa busca apoiar grupos da sociedade civil críticos à atuação do STF e ao que classifica como excesso de atuação judicial e censura.

